REFLEXÃO DO DIA

12-06-2021 00:00

                                                            12 JUNHO – Reflexão do dia

Muitos de nós têm dificuldade em livrar-se das devastações da culpa. Nos primeiros dias do Programa de Jogadores Anónimos, ou interpretei mal alguns passos, ou tentei aplicá-los de forma rápida e ansiosa. Por isso, aumentei os meus sentimentos de culpa e baixa autoestima, em vez de libertar-me, que é a intenção dos Passos. No entanto, pelo menos comecei a querer perdoar-me, procurando um novo começo. Trabalhei em todos os passos de busca e limpeza da alma no nosso Programa, como deveriam ser feitos, em vez de fazê-los a partir de uma visão inferior de ódio e culpa, castradores de crescimento.

 

Fiz as reparações a mim mesmo?

 

Hoje eu peço:

Que eu me permita perdoar-me, como Deus me perdoou. Que eu possa ter consciência de que se estou agarrado a um baú cheio de culpa, não seguirei os exemplos que Deus me mostrou. Se o meu Poder Superior, que me ensinou o ato de perdoar, remetendo-me para este lugar para a minha melhoria, me pode perdoar, eu também posso. Não devo ficar relutante em me dar o que Deus tão generosamente me ofereceu.

 

Hoje vou lembrar-me:

Deus perdoa. Eu também (me) devo perdoar.                           

É raro encontrar um jogador compulsivo em recuperação que conteste, agora, que a negação é o principal sintoma da doença. O Programa de Jogadores Anónimos mostra-nos que o jogo compulsivo realmente diz à pessoa afetada que ela, na verdade, não está de forma alguma doente. Não nos surpreende, então, que a nossa vida como jogadores compulsivos fosse caracterizada por intermináveis racionalizações e desonestidades e, em suma, por uma eterna má vontade para aceitar o facto de que éramos, sem dúvida alguma, emocionalmente e mentalmente diferentes das outras pessoas.
Admiti com a maior honestidade interior que sou verdadeiramente impotente perante a minha compulsão de jogar?
Hoje eu peço:
Que o Primeiro Passo não seja frouxamente assimilado por mim, mas que seja uma aceitação completa da minha impotência perante o jogo. Que eu me livre deste primeiro sintoma — a negação — que me impede de reconhecer qualquer outro sintoma da minha doença.