REFLEXÃO DO DIA

12-04-2021 00:00

                                                               

12 ABRIL - Reflexão do Dia

Se tentarmos compreender, ao invés de querermos ser compreendidos, mais

facilmente podemos assegurar a um novo membro que não temos qualquer desejo de o

convencer de que só há uma maneira possível para adquirir a fé. Todos nós, não interessa

a raça, o género, o credo, a cor da pele ou a herança genética, somos filhos de um Criador

presente, com o qual podemos ter uma forma de relação simples e de fácil entendimento

— no momento em que demonstrarmos essa disposição e em que tivermos a honestidade

suficiente para o tentar fazer.

Sei a diferença entre solidariedade e empatia? Sou capaz de me colocar no lugar

do recém-chegado?

Hoje eu peço:

Que eu tente amar toda a humanidade como os filhos de um Deus presente. Que eu

respeite as diferentes formas pelas quais os seres humanos encontram e veneram um

Poder Superior. Que eu nunca seja tão rígido que chegue ao ponto de desconsiderar os

caminhos através dos quais outras pessoas chegam a Deus; que eu nunca seja tão

insensível que use os membros do grupo como uma bandeira para defender as minhas

crenças religiosas como se fossem únicas. Eu só posso conhecer aquilo que resulta para

mim.

Hoje, vou lembrar-me:

Somos todos filhos de Deus

É raro encontrar um jogador compulsivo em recuperação que conteste, agora, que a negação é o principal sintoma da doença. O Programa de Jogadores Anónimos mostra-nos que o jogo compulsivo realmente diz à pessoa afetada que ela, na verdade, não está de forma alguma doente. Não nos surpreende, então, que a nossa vida como jogadores compulsivos fosse caracterizada por intermináveis racionalizações e desonestidades e, em suma, por uma eterna má vontade para aceitar o facto de que éramos, sem dúvida alguma, emocionalmente e mentalmente diferentes das outras pessoas.
Admiti com a maior honestidade interior que sou verdadeiramente impotente perante a minha compulsão de jogar?
Hoje eu peço:
Que o Primeiro Passo não seja frouxamente assimilado por mim, mas que seja uma aceitação completa da minha impotência perante o jogo. Que eu me livre deste primeiro sintoma — a negação — que me impede de reconhecer qualquer outro sintoma da minha doença.